A espera de um comunicado oficial

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Fonte: globoesporte.com
Por Simon Fahim Boustany Filho

O ano de 2018 iniciou turbulento para o GRÊMIO, pois as derrotas em sequência para times inexpressivos tem causado bastante aflição ao torcedor. A necessidade de férias para os jogadores, o retorno do grupo principal após o início do regional, e a falta de tempo para uma preparação adequada são os fatores evidentes desse início de ano complicado. Entende-se perfeitamente a questão do calendário, porém não é possível entender o que o clube quer. Qual a vontade da direção? Qual é o planejamento? O que queremos disputar para ganhar?

O técnico Renato após a derrota para o Veranópolis, segurando o rojão enquanto a diretoria se escondia, em dois minutos afirmou que quer se classificar no regional, que vai jogar com o time reserva dia 03 de março, e que o regional não vale nada. Para onde mesmo temos que ir?

Poderia sair um comunicado oficial do clube da seguinte forma: “Decidimos que vamos fazer pontos suficientes para não sermos rebaixados no regional, dando atenção integral à um complemento da pré temporada do grupo principal, mirando melhorar o desempenho para as competições mais importantes do ano de 2018. Caso ocorra a classificação, a tabela será completada com o time de transição”. Ou isto, ou qualquer outra coisa. Mas que sejam claros, e nos digam o que querem.

A diretoria comandada pelo presidente Bolzan tem vários méritos, que jamais serão esquecidos: saímos da fila de 15 anos, ganhamos o tri da Libertadores, formamos e/ou seguramos jogadores de nível mundial como Luan e Arthur, entre outros. Mas nesse momento a direção está balançando, está deixando dúvidas. Por favor, Presidente Bolzan: nos diga o que vamos fazer, que o GRÊMIO receberá apoio incondicional, como sempre!

A uma vitória do título da Recopa

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Foto: agoranors.com
Por Andre Peixoto

Ontem o Grêmio deu um importante passo ao título da Recopa Sulamericana. Empatou em 1×1 com o Independiente na Argentina. Falando assim parece que tivemos um jogo tranquilo e controlado. Mas a realidade é bem diferente.

Renato iniciou o jogo com Lima no lugar de Ramiro. Que eu saiba nunca foi testado nessa posição. O time começou a partida muito mal. Algumas peças demoraram a entrar na partida. Maicol e Jaílson erravam muitos passem, assim como Cícero (na minha opinião foi o pior em campo). Na formatação Luan jogou mais adiantado tendo Cícero na armação, com Lima na direita e Everton na esquerda. Mas nada deu certo. O Independiente, empurrado por sua fanática e barulhenta torcida, foi para cima e envolveu totalmente o time gaúcho. Em seguida veio o gol tricolor. A zaga do time argentino se atrapalhou, a bola sobrou para Luan que tocou no contra pé do goleiro para abrir o placar. Foi um balde de água fria na torcida que fazia muita festa no estádio. Aos 27 minutos o centroavante Gigliotti foi expulso em uma disputa com Kannemann (o árbitro solicitou o vídeo para tomar a decisão). Mas com o gol e a expulsão, quem cresceu foi o time argentino. Foi para cima mesmo com 1 jogador a menos.

Veio o segundo tempo e o cenário não mudou. Renato voltou com o mesmo time e tudo ficou igual: pressão do Independiente. Então Renato resolve fazer o óbvio: troca Lima por Alisson. O time muda. Começou a jogar. Toques, pressão, triangulações. Alisson ajeitou o time. Mas infelizmente não foi o suficiente para fazer o gol da vitória. Na minha opinião foi um resultado ruim. O Grêmio tinha tudo para trazer a vitória e jogar mais tranquilo na Arena. Agora terá que propor o jogo e, todos sabemos, a dificuldade que isso ocasiona nesse time. O título está perto, mas poderia ter sido mais fácil!

De novo o CENTROAVANTE

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Crédito da imagem: goal.com
Por Andre Peixoto

Prometi não mais escrever sobre este tema, que me parece meio bolorento, tanta são as obviedades. Mas diante da iminente contratação do Hernane Brocador, me senti obrigado a falar sobre o tema.

Na imprensa só se fala que o Grêmio precisa do “fazedor de gols”. Como a maioria da torcida forma sua opinião nessa imprensa (a ivi), escuto nos grupos de “whatsapp”, blogues e conversas nas ruas essa mesma cantilena. O tema centroavante já foi abordado aqui nesse espaço (quem quiser ler clique aqui). Nosso colaborador Gustavo Medeiros falou, muito bem, diga-se de passagem, que sempre que tivemos esse jogador posicionado na área, marcamos muito poucos gols. Mas quando tivemos um “atacante de movimentação”, fomos um dos melhores ataques do Brasil.

Para não ficar somente na conversa, vou apresentar números recentes.

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Fonte: goal.com

 

Vejam que o nosso armador foi o vice artilheiro da competição. Barrios, que deveria ser o fazedor de gols, ficou em 7º na artilharia, mesmo tendo mais jogos que Luan. Na minha opinião o Barrios parou de fazer gols quando saiu Pedro Rocha. Era ele quem “pifava” o 9 gremista. Depois que saiu e entrou Fernandinho, o goleador desapareceu. Acho que deveria ter ficado, pois não posso acreditar que o Argentinos Juniors (clube onde irá jogar em 2018) tenha mais bala na agulha do que o Tricampeão da América. Mas isso são águas passadas.

Na minha modesta opinião, o Grêmio podia trazer, ou um atacante rápido, ou um meia armador e, nesse caso, adiantaria Luan como falso 9. Ele vai muito bem nas duas posições, pois é diferenciado. O meia vindo do Cruzeiro, Alisson, apareceu muito bem no lado direito contra o Brasil de Pelotas, trocando de posição com Leo Moura e poderia ser uma boa alternativa para os jogos da Recopa. Inclusive mostrou saber recompor, voltando para marcar o lateral (para a alegria dos treinadores).

Portanto, mesmo que venha de graça, acho um erro trazer mais um “Jael” para o elenco. Para dar certo o time precisa jogar em função dele, com cruzamentos e jogadas de fundo de campo. Esse time do Grêmio joga no toque de bola. É o time que menos fez chuveirinho em 2017. Resumindo: esse time do Grêmio não sabe jogar com um centroavante posicionado. Além de que certamente irá brecar o aparecimento de jogadores como Pepê, Jean Pierre, Dionathã dentre outras promessas da base.

Todo o charme do decadente gauchão

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Por Gustavo Medeiros

Hoje, tarde da noite, um pouco antes do Corujão, o time Tricampeão da Libertadores fará sua estreia no Campeonato Gaúcho de Futebol 2018.

Campeonato que está batendo recordes sobre recordes, negativos, de receita, público e audiência na TV.

Um campeonato enfadonho, comandado por um presidente que se perpetua no poder, enquanto é conselheiro de um certo time vermelho da capital. Time que ano após ano, percorre menos quilômetros para enfrentar seus adversários, nunca jogou à tarde na grama sintética do Passo d´Areia e muito menos é prejudicado pela arbitragem.

Enquanto isso o Grêmio, quando resolveu disputar o campeonato, para valer, teve diversos jogadores lesionados pelos olhos “humanos” complacentes da arbitragem. Kleber Gladiador, Mário Fernandez e Miller Bolanos que o digam. Arbitragens confusas, pênaltis de um lado, não de outro. Regras diferentes para o mesmo tipo de lance. Mas são “humanos”, temos que entender.

Todo o sucesso do charmoso Gauchão pode ser resumido no parágrafo seguinte.

Estamos na metade do campeonato, 24 jogos já foram disputados. Se pegarmos o público pagante de TODOS os 24 jogos e somarmos, não lotaria a Arena.

A média de público é de impressionantes 3.300 pagantes.

E não será com um jogo que começa às 21:30 que irá atrair mais público.

Enquanto isso escutamos a IVI bater na tecla que o Gauchão paga muito mais que a Libertadores. Mas e a bilheteria meus caros comentaristas, que gostam de massacrar os números até encontrar uma maneira de agradá-los? Venda de produtos na loja e patrocínios extras?

Enquanto isso, temos que escutar um gênio da bola, que nunca jogou Libertadores, dizer que o decadente Gauchão é uma mini-libertadores. Nunca dirigi um Porsche, mas é igual eu dizer que dirigir meu Fusca é igual dirigir um mini-porsche (já que foram desenvolvidos pela mesma pessoa). A Libertadores de 2017 teve média de público de 28.573. Quase 10 vezes mais.

Boa sorte, Grêmio! Prepare o time para o que realmente interessa esse ano.

O fim da transição…

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Por Andre Peixoto

Neste domingo encerrou-se de forma melancólica a participação do time de transição do Grêmio no Campeonato Gaúcho. Ouso decretar o fim porque não posso acreditar que ele seja usado novamente esse ano. Não na sua forma completa. Não irei criticar a direção porque eu fui um dos que pedia uma equipe de guris até que fosse completada toda a preparação do grupo titular. Mas o resultado foi o pior possível, com 4 jogos, 1 empate e 3 derrotas. Sempre podemos tirar proveito de alguma coisa. Alguns jovens já podem tranquilamente ficar no grupo principal, não precisando o presidente Romildo gastar com jogadores para grupo. Eles estão na base.

Que os resultados tenham servido ao menos para que a comissão técnica mude seu planejamento com relação a poupar no Campeonato Brasileiro ou em qualquer outro. Que sejam poupados os com desgaste. Que seja feito um revezamento nos titulares, de forma que se mantenha uma espinha dorsal. Que não altere a forma do time jogar. Nunca tirar ao mesmo tempo Geromel e Kannemann, por exemplo, pois nossos reservas são sofríveis. Que Renato não faça como o treinador da transição, que improvisou o péssimo Leonardo na lateral esquerda. Já é sofrível na direita, imagina deslocado!

Enfim, acho que levamos vantagem para os demais concorrentes nos campeonatos em função da equipe ser a mesma. Com o mesmo entrosamento. Peças como Fernandinho, que só jogou na final, terá acréscimo de qualidade. A única dúvida é o atacante mais avançado. Vamos falar disso agora já pensando na partida contra o Independiente dias 14 e 21 de fevereiro.

Acredito que Renato irá mudar um pouco a forma de jogar. Irá adiantar Luan como falso 9, colocando Cícero na armação. Everton entrará na vaga de Fernandinho. Espero que esse jogador tenha uma boa sequência de jogos, pois conquistou essa condição fazendo gols sempre que vinha do banco. Na vaga de Ramiro creio que irá deslocar Léo Moura, entrando Madson na lateral. Isso é o que eu penso que Renato fará. Mas nesse caso em específico sou contra. Deve-se testar outro jogador melhor tecnicamente. Um jogador que também componha mas que saiba armar e seja agudo. São quase 3 anos de titularidade de Ramiro. Tá na hora de ter um jogador com outra característica nesse setor. No resto creio que nada irá mudar. Com Arthur ainda se recuperando, entra Maicon ao lado de Jaílson, saindo este último quando Arthur voltar. Maicon é o jogador que organiza muito bem o time e ainda faz bons lançamentos e “pifadas”. Por isso defendo na frente um jogador rápido, que quebre as linhas, sempre dando opção para quem vem de trás.

Acho que o time seria esse até a vinda do atacante (espero que seja assim, atacante, e não um aipim) que o Romildo tanto promete…

 

Centroavante: a era da extinção

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Por Walter Borba e Gustavo Medeiros

Com leitura do post “Expliquem para Mr. Bean”, do Corneta do RW e, do post “A polêmica  – Centroavante”, do Resenha Tricolor, fiquei estimulado a escrever sobre o assunto. E meu objetivo é que o texto complemente as idéias lançadas pelos ilustres “blogueiros” acima referidos.

Para tanto, recorri ao Setor de Pesquisas e Estatísticas Avançadas do Resenha, sediado em Colônia/Alemanha, capitaneado pelo Dr. Gustavo Medeiros, o qual gentilmente me respondeu um “whatsapp” com um questionamento singelo, mas polêmico aqui no Rio Grande do Sul (vg. República do Texas, by RW) – “O bendito centroavante”.

A minha questão ao Gustavo foi a seguinte: – Gustavo quem fez mais gols no Grêmio nos últimos 5 anos? Os centroavantes ou os atacantes de movimentação? Estaticamente  quem é mais útil?

Sir Gustavo no mesmo dia me encaminhou um e-mail com os dados a seguir, e para minha surpresa ele foi além do meu pedido, encaminhando-me os goleadores do Grêmio desde 2001 a 2017.

Vejam e tirem suas próprias conclusões sobre a necessidade do Centroavante “aipim”:

2001

Zinho 23

Luis Mário 15

Marcelinho Paraíba 15

Total Grêmio: 135

2002

Rodrigo Fabri 26

Rogrido Mendes 22

Anderson Lima 13

Total Grêmio: 111

 

2003

Anderson Lima 15

Christian 12

Gilberto 9

Total Grêmio: 90

2004

Christian 27

Cláudio Pitbull 23

Marcelhinho Rodrigues 5

Total Grêmio: 104

2005

Samuel 11

Somália 10

Anderson 7

Total Grêmio: 78

2006

Rômulo 13

Theco 12

Herrera 12

Total Grêmio: 109

2007

Tuta 18

Diego Souza 16

Tcheco 15

Total Grêmio: 107

2008

Perea 17

Reinaldo 12

Roger 10

Total Grêmio: 110

2009

Jonas 24

Souza 23

Maxi López 17

Total Grêmio: 126

2010

Jonas 44

Borges 20

Maylson 13

Total Grêmio: 146

2011

Douglas 16

André Lima 14

Borges 11

Total Grêmio: 113

2012

Marcelo Moreno 22

Kléber 15

André Lima 14

Total Grêmio: 128

2013

Barcos 14

Zé Roberto 10

Vargas 9

Total Grêmio: 85

2014

Barcos 29

Luan 9

Dudu 8

Total Grêmio: 81

2015

Luan 18

Giuliano 11

Douglas 10

Total Grêmio: 93

2016

Pedro Rocha 12

Luan 12

Everton 9

Total Grêmio: 101

2017

Barrios 18

Luan 18

Everton 12

Total Grêmio: 121

Algumas observações do Gustavo:

1 – Geralmente quando tem jogadores mais fixos, o número de gols do Grêmio, no total, cai bastante durante o ano;

2 – Os anos que o Grêmio mais fez gols durante o ano, não tinha centroavante fixo;

3 – 2016 foi a temporada do Bobô, nem ficara entre os artilheiros, Everton, Luan e Pedro Rocha, sim.

Conclusão: Os números não mentem. Está cabalmente demonstrado que chegou “ a era da extinção dos centroavantes”, ao menos no Grêmio. O futebol não tem mais vez para “grandalhões desengonçados e caneludos”, porém, aqui no “Texas”, todo início do ano é a mesma ladainha de quem vai ser o centroavante do Grêmio. É um desejo ardente, tórrido, cálido e incandescente que não tem explicação! Ou tem?

A polêmica “centroavante”

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Por Andre Peixoto

Ontem, após o jogo do Grêmio contra o Caxias, estava pensando no que a direção irá fazer para dar sequência a essa gurizada do grupo de transição. Todos sabemos que a pressão da torcida será muito grande se perderem novamente ou até empatarem. Como já opinei aqui, o resultado do ruralito pouco me importa. É um campeonato que leva nada a lugar algum. Respeito quem acha importante não deixar os vermelhos ganharem o único título possível esse ano. Mas tudo bem. O que eu queria realmente escrever era sobre o tema centroavante. Ontem a gurizada deu um banho de movimentação no Caxias. E, como o meu amigo RW publicou no post da ilustração acima, FOI SEM CENTROAVANTE!! Vou entrar nessa campanha do Ricardo. Sinceramente não consigo entender a torcida gremista. Os motivos o cornetadorw escreve a todo momento. Não vou ser repetitivo. Mas chega ser cansativo esse assunto na ivi e entre a torcida.

Vamos citar alguns exemplos de jogadores que cairiam como uma luva nesse time do Grêmio:

  1. Willian Bigode: sabemos que é um jogador caro. Palmeiras pagou uma grana preta para tê-lo. Ano passado estava na reserva. Entrava sempre no decorrer das partidas. Esse ano o Roger colocou no time titular.
  2. Keno: outro jogador que me agrada. Também entrava no decorrer das partidas. Não sei como será esse ano com o novo técnico no Palmeiras.
  3. Acosta: esse jogador do Lanus sequer foi cogitado na ivi. Até hoje não entendo porque o Grêmio não quis sequer tentar. Joga na posição do Pedro Rocha e faz gols. Tá certo que o assunto é o maldito centroavante, mas cairia como uma luva nesse time do Grêmio.
  4. Jonas: esse seria o sonho. Deve ser muito caro. É ídolo em Portugal. Faz gol em quase todos os jogos. Seria a cereja do bolo para lotar o Salgado Filho. Como diria aquela música, “sonhar não custa nada…”

E vocês, o que pensam a respeito?

Link do Corneta: http://cornetadorw.blogspot.com.br/2018/01/expliquem-para-o-mr-bean.html