Grêmio estréia com empate no Uruguai

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Fonte: globoesporte.com
Por Andre Peixoto

O Grêmio iniciou hoje às 19:15 a sua caminhada rumo ao tetra da Libertadores. Empatou em 1×1 com o Defensor do Uruguai numa partida que poderia ter voltado com os 3 pontos, tamanha foi a superioridade.

Renato iniciou com Cícero teoricamente como o jogador mais adiantado e Madson na lateral. Assim como em outras oportunidades onde começou assim, o time foi muito mal. Cicero embola muito com Luan, que também não esteve bem. É bem verdade que o time uruguaio armou um retrancão, parecendo ser o visitante. Achei Maicon ainda longe de ser o jogador que sempre foi . Lento, errou muitos passes e lançamentos.

Com tamanha superioridade o Grêmio abriu o placar com Maicon, aparando um rebote. Mas minutos depois veio o empate, num erro infantil de marcação, onde o jogador argentino cabeceou completamente sem marcação. Depois não tivemos mais tempo de tentar o segundo gol.

Na minha opinião o time estava mal escalado e o banco também estava com poucas opções. Renato insiste em Jael. É o tipo de situação que, de tanto insistir, uma hora ele faz um passe ou um gol e as pessoas dirão: viu como ele tinha razão em insistir? Mas a grande verdade é que Renato foi teimoso na insistência com Cícero. Nunca deu certo a escalação dele jogando adiantado. Na posição ao lado do Maicon acho que pode dar certo. Na outra não. Para que veio o tal Brocador se sequer fica no banco? Tony Anderson é um jogador que poderia ser uma boa opção de mudança. Mas também sobrou no banco. Um pouco da culpa é da Conmebol, onde permite somente 7 jogadores no banco. Existem coisas que realmente só acontecem aqui.

Agora voltamos ao charmosão, onde precisamos de mais 2 ou 3 vitórias. O jogo é contra o Juventude no Jaconi, domingo às 17h.

Grêmio Bicampeão da Recopa

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Fonte: infobae.com
Por Andre Peixoto

E na noite de ontem o Grêmio nos presenteou com o segundo título da Recopa Sulamericana. Começar o ano com um título internacional é espetacular. Parabéns a direção gremista, ao técnico Renato e ao grupo de jogadores. Se prepararam visando esse jogo. Mas não podemos tapar o sol com a peneira a respeito dos problemas do time. Mas isso falarei no fim do texto. Vamos ao jogo.

Grêmio iniciou a partida da forma que deveria ter iniciado em Avellaneda, com Alisson sendo o extrema pela direita. Começou amassando o Independiente, que veio com a clara proposta de se defender e especular no ataque. Logo de saída já perdeu um gol. E assim continuou, com o time argentino sendo muito perigoso nos contra ataques. O grande problema é que bateu de frente com a melhor dupla de zaga da América. Não lembro de uma defesa importante do goleiro Marcelo Grohe. E assim foi a partida toda, com pressão o tempo todo e muitos gols perdidos. Everton e Luan foram os campeões. Novamente o time argentino teve um jogador expulso por jogada violenta (Luan ficou com um risco de chuteira no peito). Mas mesmo assim o Grêmio não conseguia passar pelo ótimo goleiro Campaña, que fez pelo menos 3 grandes defesas. No final do tempo normal e da prorrogação o Independiente quase abriu o placar. Para nossa sorte os jogadores estavam exaustos, o que fez com que a pontaria fosse prejudicada. E então a partida foi decidida nos pênaltis, onde brilhou o nosso goleiro, defendendo a última cobrança, para a explosão da torcida gremista em todo o mundo.

Taça no armário, torcida eufórica mas agora voltamos a realidade do gauchão, onde o Grêmio ocupa a última posição. Que esse planejamento equivocado tenha servido de lição para a direção gremista. Que nunca mais se use esse time de transição sem ter jogadores titulares mesclados. O Grêmio precisa jogar. Tem muito o que melhorar. Também precisa de jogadores em nível de titular e grupo. Ainda precisamos do atacante finalizador, que não é e nunca será o tal Brocador. Precisamos de lateral direito reserva. Talvez até titular, pois Léo Moura não irá aguentar o ritmo todo ano. Jael jamais poderá ser a primeira opção para mudar uma partida. Ontem ficou muito claro.  A impressão que passa é que os próprios jogadores sabem disso. Jael é de outro time. É do time da série C. Jamais poderia jogar no Grêmio. Talvez somente o técnico Renato acredite nesse jogador. Jael não acompanha a inteligência de Luan, Everton e outros jogadores de técnica refinada. Na escalação dele para as cobranças de pênalti, Renato desafiou os deuses do futebol. Deu certo. Deve ter mostrado a língua para os deuses. Mas não é bom desafiá-los assim. O resultado costuma ser catastrófico.

A espera de um comunicado oficial

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Fonte: globoesporte.com
Por Simon Fahim Boustany Filho

O ano de 2018 iniciou turbulento para o GRÊMIO, pois as derrotas em sequência para times inexpressivos tem causado bastante aflição ao torcedor. A necessidade de férias para os jogadores, o retorno do grupo principal após o início do regional, e a falta de tempo para uma preparação adequada são os fatores evidentes desse início de ano complicado. Entende-se perfeitamente a questão do calendário, porém não é possível entender o que o clube quer. Qual a vontade da direção? Qual é o planejamento? O que queremos disputar para ganhar?

O técnico Renato após a derrota para o Veranópolis, segurando o rojão enquanto a diretoria se escondia, em dois minutos afirmou que quer se classificar no regional, que vai jogar com o time reserva dia 03 de março, e que o regional não vale nada. Para onde mesmo temos que ir?

Poderia sair um comunicado oficial do clube da seguinte forma: “Decidimos que vamos fazer pontos suficientes para não sermos rebaixados no regional, dando atenção integral à um complemento da pré temporada do grupo principal, mirando melhorar o desempenho para as competições mais importantes do ano de 2018. Caso ocorra a classificação, a tabela será completada com o time de transição”. Ou isto, ou qualquer outra coisa. Mas que sejam claros, e nos digam o que querem.

A diretoria comandada pelo presidente Bolzan tem vários méritos, que jamais serão esquecidos: saímos da fila de 15 anos, ganhamos o tri da Libertadores, formamos e/ou seguramos jogadores de nível mundial como Luan e Arthur, entre outros. Mas nesse momento a direção está balançando, está deixando dúvidas. Por favor, Presidente Bolzan: nos diga o que vamos fazer, que o GRÊMIO receberá apoio incondicional, como sempre!

A uma vitória do título da Recopa

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Foto: agoranors.com
Por Andre Peixoto

Ontem o Grêmio deu um importante passo ao título da Recopa Sulamericana. Empatou em 1×1 com o Independiente na Argentina. Falando assim parece que tivemos um jogo tranquilo e controlado. Mas a realidade é bem diferente.

Renato iniciou o jogo com Lima no lugar de Ramiro. Que eu saiba nunca foi testado nessa posição. O time começou a partida muito mal. Algumas peças demoraram a entrar na partida. Maicol e Jaílson erravam muitos passem, assim como Cícero (na minha opinião foi o pior em campo). Na formatação Luan jogou mais adiantado tendo Cícero na armação, com Lima na direita e Everton na esquerda. Mas nada deu certo. O Independiente, empurrado por sua fanática e barulhenta torcida, foi para cima e envolveu totalmente o time gaúcho. Em seguida veio o gol tricolor. A zaga do time argentino se atrapalhou, a bola sobrou para Luan que tocou no contra pé do goleiro para abrir o placar. Foi um balde de água fria na torcida que fazia muita festa no estádio. Aos 27 minutos o centroavante Gigliotti foi expulso em uma disputa com Kannemann (o árbitro solicitou o vídeo para tomar a decisão). Mas com o gol e a expulsão, quem cresceu foi o time argentino. Foi para cima mesmo com 1 jogador a menos.

Veio o segundo tempo e o cenário não mudou. Renato voltou com o mesmo time e tudo ficou igual: pressão do Independiente. Então Renato resolve fazer o óbvio: troca Lima por Alisson. O time muda. Começou a jogar. Toques, pressão, triangulações. Alisson ajeitou o time. Mas infelizmente não foi o suficiente para fazer o gol da vitória. Na minha opinião foi um resultado ruim. O Grêmio tinha tudo para trazer a vitória e jogar mais tranquilo na Arena. Agora terá que propor o jogo e, todos sabemos, a dificuldade que isso ocasiona nesse time. O título está perto, mas poderia ter sido mais fácil!

De novo o CENTROAVANTE

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Crédito da imagem: goal.com
Por Andre Peixoto

Prometi não mais escrever sobre este tema, que me parece meio bolorento, tanta são as obviedades. Mas diante da iminente contratação do Hernane Brocador, me senti obrigado a falar sobre o tema.

Na imprensa só se fala que o Grêmio precisa do “fazedor de gols”. Como a maioria da torcida forma sua opinião nessa imprensa (a ivi), escuto nos grupos de “whatsapp”, blogues e conversas nas ruas essa mesma cantilena. O tema centroavante já foi abordado aqui nesse espaço (quem quiser ler clique aqui). Nosso colaborador Gustavo Medeiros falou, muito bem, diga-se de passagem, que sempre que tivemos esse jogador posicionado na área, marcamos muito poucos gols. Mas quando tivemos um “atacante de movimentação”, fomos um dos melhores ataques do Brasil.

Para não ficar somente na conversa, vou apresentar números recentes.

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Fonte: goal.com

 

Vejam que o nosso armador foi o vice artilheiro da competição. Barrios, que deveria ser o fazedor de gols, ficou em 7º na artilharia, mesmo tendo mais jogos que Luan. Na minha opinião o Barrios parou de fazer gols quando saiu Pedro Rocha. Era ele quem “pifava” o 9 gremista. Depois que saiu e entrou Fernandinho, o goleador desapareceu. Acho que deveria ter ficado, pois não posso acreditar que o Argentinos Juniors (clube onde irá jogar em 2018) tenha mais bala na agulha do que o Tricampeão da América. Mas isso são águas passadas.

Na minha modesta opinião, o Grêmio podia trazer, ou um atacante rápido, ou um meia armador e, nesse caso, adiantaria Luan como falso 9. Ele vai muito bem nas duas posições, pois é diferenciado. O meia vindo do Cruzeiro, Alisson, apareceu muito bem no lado direito contra o Brasil de Pelotas, trocando de posição com Leo Moura e poderia ser uma boa alternativa para os jogos da Recopa. Inclusive mostrou saber recompor, voltando para marcar o lateral (para a alegria dos treinadores).

Portanto, mesmo que venha de graça, acho um erro trazer mais um “Jael” para o elenco. Para dar certo o time precisa jogar em função dele, com cruzamentos e jogadas de fundo de campo. Esse time do Grêmio joga no toque de bola. É o time que menos fez chuveirinho em 2017. Resumindo: esse time do Grêmio não sabe jogar com um centroavante posicionado. Além de que certamente irá brecar o aparecimento de jogadores como Pepê, Jean Pierre, Dionathã dentre outras promessas da base.

Todo o charme do decadente gauchão

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Por Gustavo Medeiros

Hoje, tarde da noite, um pouco antes do Corujão, o time Tricampeão da Libertadores fará sua estreia no Campeonato Gaúcho de Futebol 2018.

Campeonato que está batendo recordes sobre recordes, negativos, de receita, público e audiência na TV.

Um campeonato enfadonho, comandado por um presidente que se perpetua no poder, enquanto é conselheiro de um certo time vermelho da capital. Time que ano após ano, percorre menos quilômetros para enfrentar seus adversários, nunca jogou à tarde na grama sintética do Passo d´Areia e muito menos é prejudicado pela arbitragem.

Enquanto isso o Grêmio, quando resolveu disputar o campeonato, para valer, teve diversos jogadores lesionados pelos olhos “humanos” complacentes da arbitragem. Kleber Gladiador, Mário Fernandez e Miller Bolanos que o digam. Arbitragens confusas, pênaltis de um lado, não de outro. Regras diferentes para o mesmo tipo de lance. Mas são “humanos”, temos que entender.

Todo o sucesso do charmoso Gauchão pode ser resumido no parágrafo seguinte.

Estamos na metade do campeonato, 24 jogos já foram disputados. Se pegarmos o público pagante de TODOS os 24 jogos e somarmos, não lotaria a Arena.

A média de público é de impressionantes 3.300 pagantes.

E não será com um jogo que começa às 21:30 que irá atrair mais público.

Enquanto isso escutamos a IVI bater na tecla que o Gauchão paga muito mais que a Libertadores. Mas e a bilheteria meus caros comentaristas, que gostam de massacrar os números até encontrar uma maneira de agradá-los? Venda de produtos na loja e patrocínios extras?

Enquanto isso, temos que escutar um gênio da bola, que nunca jogou Libertadores, dizer que o decadente Gauchão é uma mini-libertadores. Nunca dirigi um Porsche, mas é igual eu dizer que dirigir meu Fusca é igual dirigir um mini-porsche (já que foram desenvolvidos pela mesma pessoa). A Libertadores de 2017 teve média de público de 28.573. Quase 10 vezes mais.

Boa sorte, Grêmio! Prepare o time para o que realmente interessa esse ano.