Grêmio 1×1 Santos (17ª rodada)

Grêmio e Santos foram 2 tempos completamente distintos. No primeiro tempo o tricolor amassou a equipe do Santos. Tanto que os santistas abusaram das faltas e muitas delas desleais. O árbitro da partida foi completamente omisso nesse sentido. Mas mesmo assim era para ter ido para o intervalo com 3 gols. Mas, como diz aquela máxima, quem não faz leva, no único lance de perigo o Santos abriu o placar. Só que esse time do Grêmio não se abate e, 3 minutos depois, empatou com Fernandinho.

Acontece que na volta do intervalo foi outro jogo. Grêmio novamente foi para cima mas esbarrou na forte marcação do Santos, que não saiu de trás. Uma retranca digna do Corinthians contra o Flamengo. Então Renato olha para o banco e praticamente só tinha o equatoriano Arroio como opção no banco. O resto é zagueiro e volante. Aliás, é o próprio Renato que monta esse banco pobre e carente. Será que não existe nenhum meia na base capaz de ser opção? A montagem do banco de reservas é uma das minhas críticas ao treinador. O time hoje era composto por 2 volantes e 4 atacantes.

Em termos de campeonato o resultado foi péssimo. Mas, como a direção está priorizando as copas, creio que não vá fazer diferença alguma esse empate, que nos mantém 7 pontos do Corinthians. Espero que, para a Copa do Brasil, na qual o resultado dos mandos sai amanhã, a atitude seja outra e também tenhamos mais opção no banco. Espero que Barrios volte, pois está fazendo muita falta. Espero também que resolvam a questão do Miller, que pelo jeito não está muito interessado em ajudar o time. Gaston Fernandez também é um jogador que faz falta no atual contexto de time e grupo.

Andre Peixoto

Atlético-PR 2×3 Grêmio (Copa do Brasil)

7 a 2 no placar agregado, único time a vencer as duas partidas nas quartas-de-finais, invicto. Qualquer crítica a esse time tem que ser muito bem ponderada. Mas também, não deve deixar de existir.

Vi um Grêmio, ontem, que sabia do caminhão de gols que tinha de vantagem e que só um desastre perderia a vaga. Algo inédito na Copa do Brasil. Nenhum time jamais tirou 4 gols de vantagem na partida de volta.

E tudo que o Atlético-PR queria aconteceu, antes dos 15 min, perdida de bola de Luan no meio de campo, contra-ataque rapidíssimo do Atlético, Kannemann não consegue cortar o cruzamento (ué, não deveria ter um lateral nessa posição?), Bressan, claramente sem ritmo de jogo, não sabe se olhava a bola, marcava o jogador adversário, marcava a bola ou só acompanhava. Nessa indecisão, a bola já tinha passado e o foi só colocar para dentro do gol.

Aí um dos grandes nomes da noite, Pedro Rocha, que tem evoluído muito seu futebol, fazendo dele hoje, peça de suma importância no esquema do Renato, tratou de empatar, um golaço. Como é bom ver o Pedro Rocha fazendo tudo certo e acertando o gol.

O segundo tempo não poderia ser melhor para o Grêmio, que esperava o Atlético e saia em alta velocidade, bem como gosta, ainda mais com a entrada do jogador que tem sido decisivo em muitos jogos, Everton.

Aos 16 min do segundo tempo, Grohe fez sua única defesa na partida, depois de chute do Fernandinho. (Isso mesmo, a única defesa do Grohe foi de um chute do Fernandinho que bateu no jogador do Atlético e foi em direção ao gol do Grêmio).

Com espaços e melhor preparado fisicamente, o Grêmio tratou de fechar a conta, algo que deixou de fazer contra o São Paulo. Casquinha de cabeça de Bressan, e Everton, sempre bem posicionado e com categoria, colocou para o fundo das redes.

Ainda tinha mais, um lançamento milimétrico de Everton para o bem posicionado e veloz Pedro Rocha, ficar na cara do gol. Tempos passados ele não hesitaria em chutar logo que a bola chegasse, mas dessa vez, com frieza, driblou o goleiro e empurrou para o fundo do gol.

Aí o lance mais bizarro do jogo. Falta para o Atlético, Grohe faz a barreira fechando o seu lado direito, ele se posiciona no meio do gol, a bola é batida, sem força, não desvia em ninguém, Grohe dá um pulinho, faz que vai se atirar para a direita, a bola quica ao seu lado esquerdo e entra. Golpe de vista? Falha? Tentou adivinhar o canto? Não sei. Alguém pode explicar?

Que fase vive os dois ex-goleiros da seleção brasileira. Weverton e Grohe.

TEXTO ENVIADO PELO COLABORADOR GUSTAVO MEDEIROS

Na mira…

Confesso que esses últimos jogos do Grêmio me deixaram com uma sensação estranha, ruim. Uma sensação que se a bola passar pela zaga e for para o gol, a probabilidade de entrar é grande.

Um sensação, um sentimento, baseado em si só não serve de nada, sem argumentos não tem como abrir uma discussão. Minhas perguntas eram:

– Quantas bolas o Grêmio precisa chutar no gol adversário para fazer um gol?
– Quantas bolas os adversários precisam chutar no gol do Grêmio para fazer um gol?

E que me deixava mais intrigado é que o Grêmio tem o ataque mais positivo do Brasil. E, talvez, a melhor dupla de zaga do Brasil.

Então foi atrás dos números para tentar entender melhor. Aproveite e aprofundei um pouco mais a pesquisa para dar um melhor embasamento. Sei que números por números podem não significar nada, mas podem servir de referencia para análise de desempenho das duas equipes melhores posicionadas no Brasileirão 2017.

Nas 16 rodadas iniciais, o Grêmio finalizou 96 vezes no gol adversário. Estou e só vou contar nessa análise bolas que foram em direção ao gol. Finalizações corretas. Então dessas 96 bolas, fizemos 31 gols. Precisamos chutar 3 bolas ao gol para fazermos um, em média.

Entre nossos atacantes temos as seguintes estatísticas.

Barrios, 9 chutes ao gol, 4 tentos. 44% de aproveitamento.
Éverton, 13 chutes, 5 gols. 38,46 % de aproveitamento.
Fernandinho, 12 chutes, 4 gols. 33,33 % de aproveitamento.
Luan, 19 chutes, 5 gols. 26,3 % de aproveitamento.
Pedro Rocha, 10 chutes, 2 gols. 20 % de aproveitamento.

Já do outro lado, os adversários chutaram 61 vezes em direção ao nosso gol. 17 bolas entraram. Isso significa que tomamos um gol, em média, a cada 3,58 finalizações adversárias.

Os números, por si só, não parecem ruins. E não são. Até por isso somos o segundo colocado do campeonato. O problema está do outro lado.

Corinthians finalizou 78 vezes ao gol adversário e fez 26 gols, dando uma média muito parecida com a do Grêmio, precisando de 2,93 chutes para cada gol.

Agora que vem o diferencial. E olhem que interessante, o número de vezes que os adversários finalizaram contra o goleiro do Corinthians é exatamente a mesma que contra o gol do Grêmio. 61 vezes. A diferença é que só 7 bolas entraram. Uma diferença de 10 gols. Mais de 100 %. Dando uma média 8,71 chutes para cada gol contra o Corinthians.

Então o sentimento que eu tinha não era algo vago. Tomamos mais que o dobro de gols, quando a bola vai ao gol. Ou se preferirem, nosso goleiro defende a metade das bolas do que o goleiro do Corinthians.

Aí alguém pode vir argumentar que a zaga do Corinthians é muito boa e que estamos falando de um grande time e goleiro. E que talvez essas defesas não sejam tão difíceis.

Então vou dar mais um exemplo de como um goleiro é extremamente importante.

Douglas Friedrich, goleiro do Avaí. Virou titular na décima rodada. Em sete jogos os adversários chutaram 54 vezes no seu gol. Vejam. Quase o mesmo número do Grêmio e Corinthians no campeonato inteiro. Dessas 54 bolas, só 5 entraram. Ou seja, os adversários precisam chutar, em média, 10,8 bolas, para que uma entre.

Talvez por isso, o Avaí fez 12 pontos (dos seus 17) nas últimas sete rodadas, tendo enfrentado o líder e o vice-líder.

Fecho por aqui, tentando mostrar o quanto é importante ter um goleiro que consiga defender mais bolas. Nossos goleiros estão, pelo menos, na metade da média dos grandes goleiros. De nada adianta ter uma zaga confiável, se quando a bola passar, a chance de entrar, será grande. E isso, em campeonatos de mata-mata, é fundamental.

TEXTO ENVIADO PELO COLABORADOR GUSTAVO MEDEIROS

São Paulo 1×1 Grêmio – 16ª rodada


Na minha opinião foram 2 pontos jogados no ralo. Renato se repetiu e brincou com os deuses do futebol. Novamente com o jogo sob controle ele tira o melhor passador do time prá colocar o insuportável Fernandinho. Esse tipo de substituição está se tornando irritante. Porque sempre tirar o Arthur? Porque sempre entrar o Fernandinho? Até acho que ele entrou bem, mas não dá prá mudar de vez enquanto? Fecham treino prá, na hora do “vamo vê” é sempre a mesma cachaça!
Ramiro e Edílson não estavam bem. Principalmente o lateral, que errou muito e só foi perigoso nas cobranças de falta. Renato tirou Luan de onde tem jogado muito bem para acomodar o Maicon. Não seria mais simples apenas colocar o Everton no lugar do Barrios? Pois foi o Renato que falou ser o cebolinha o substituto do Barrios. Então vem o bruxismo e dá um jeito de colocar o capitão (dele, claro).
Eu nem ia falar do goleiro, pois acho que não foi erro dele. A bola foi em cima e foi o que conseguiu fazer. Mas mais uma vez no único chute a bola entrou. Um chute, um gol. Isso é fato.
Mas a fase é tão boa que com essa quantidade de erros que mencionei, mesmo assim seguimos com chances, pois o Corinthians uma hora vai ter que perder…

Andre Peixoto

O permanente caso Aranha…

No ciclo da vida: se nasce, cresce e morre!

No que coube a Justiça Desportiva: o Grêmio respondeu um fato de injúria racial, foi punido e cumpriu sua pena. Não vou discutir se a pena foi justa ou injusta.
Acontece que, uma vez mais, o Grêmio é notícia, não pelo seu momento atual dentro das quatros linhas; mas sim por supostas ofensas proferidas ao goleiro Mário Lúcio Duarte Costa, vulgo Aranha, vindas da torcida gremista no último domingo.
A sedizente vítima Mário Lúcio, vulgo Aranha, em nenhum momento esclareceu que tipos de impropérios foram proferidos, e quem foram os autores da ofensa.
Limitou-se afirmar que “eles deram o jeitinho brasileiro”…e que “…aqui no Sul é assim”.
Ora, se o Sr. Mário Lúcio pretende ser um porta voz daqueles que sofrem atos de racismo, que seja mais específico, e não generalize.
Aliás, o Sr. Mário Lúcio cobrou “respeito” dos Torcedores do Grêmio que lhe vaiaram no decorrer do jogo. Pois bem, que também cobre dos Torcedores da Ponte Preta, quais lhe proferiram várias ofensas ao final do jogo entre Ponte Preta 0, Bahia 3, fato esse gravado pelas Câmaras do Profissão Repórter da Globo (Programa Transmitido na 4ª Feira).
O Sr. Mário Lúcio, vulgo Aranha, desliza sobre uma linha tênue entre ter sido vítima de ato de injuria racial praticado por uma pessoa devidamente identificada, e/ou, ser objeto de uma mídia obcecada por caçar clics.
A considerar que o “novo” fato ocorreu no Rio Grande do Sul, onde a IVI – Imprensa Vermelha Isenta (denominação dada pelo Corneta do RW) de maneira sorrateira se empenha em criar crises quando se trata de Grêmio, temos que ter sempre CAUTELA (como diz o Celso Roth, o Treinador Trabalhador).
Sendo assim, Aranha tem todo o direito de reclamar, expor suas mágoas, indignação, seja lá o que for que sente, porém, que faça de uma forma geral.
A cada jogo que sofrer vaias, vá aos microfones e reclame. Mas faça isso sempre!
Por favor, Sr. Mário Lúcio, não tire o Torcedor Gremista para palhaço. Pelo contrário, nos respeite, até porque, a Torcida já superou isso, inclusive com salva de palmas para sua pessoa em outra oportunidade.
Tenha grandeza e humildade, coisa que o Sr., não teve ao negar um pedido de perdão vindo de uma criança das arquibancadas da Arena que ostentava um cartaz com os dizeres “Perdão Aranha”.
Se hoje ainda existe algum resquício daquele fatídico dia, isso vem do Sr., o que é uma pena!

TEXTO DO COLABORADOR WALTER LUIS BORBA

A estratégia certa!

Às vezes, nem sempre quem tem os melhores jogadores acaba vencendo o campeonato. Vários fatores influenciam no resultado final como afinidade dos boleiros fora de campo, entrosamento, momento do jogador, foco, e muito importante: a escolha da estratégia correta.
Envolvido e, diga-se de passagem, muito bem nas três competições que disputa, o Grêmio vive um momento muito importante no ano, onde daqui pra frente vão afunilando os campeonatos e escolhas precisarão ser feitas.
Penso que o Grêmio não deve desprezar nenhuma das competições, como fez no Brasileirão, colocando um time totalmente descaracterizado para enfrentar Sport e Palmeiras, 6 pontos jogados fora e que podem fazer muita falta lá no final. Renato coleciona acertos no ano, mas sou obrigado a discordar dessa escolha dele. Creio que a estratégia certa seja a adotada contra o Vitória, onde foram poupados apenas os atletas com maior desgaste, sendo substituídos pelo reserva imediato, preservando com isso a competitividade do time, o entrosamento e o esquema de toque de bola que vem encantando o País. Resultado: o tricolor fez uma grande partida, trouxe três pontos valiosos da Bahia e aumentou ainda mais a confiança da torcida no time. Tomara que esta seja a estratégia adotada daqui em diante, quando precisarmos poupar para chegarmos fortes nas fases finais da Libertadores e Copa do Brasil. Espero que recuperem Bolanhos e não liberem o Gastón, pois serão muito importantes ainda para chegarmos forte nas três competições.
Eu acredito!!

 TEXTO ESCRITO PELO COLABORADOR DIEGO AMARAL